Notícias em toxicodependência

Thursday, 3 December 2009


Aumenta o número de britânicas adictas\dependentes de cocaína (Informe do National Treatment Agency for Substance Misuse, divulga aumento de 60% no consumo de cocaína entre mulheres).

É como diz um ditado inglês: "Monkey see, monkey do"








Maconha eleva risco de esquizofrenia em até seis vezes, diz estudo Resultados foram parcialmente publicados ontem, na edição de dezembro do "British Journal of Psychiatry" (Folha Online)

Laboratório americano desenvolve vacina contra o crack e a cocaína (Globo News)
 
Mudou de patamar

Ruy Castro
Veículo: Folha de S Paulo
Seção: Opinião
Data: 02/12/2009

Em Maceió, na semana passada, mais uma mãe acorrentou a filha à cama para evitar que saísse à rua e fosse assassinada por traficantes, com quem tinha uma dívida pesada por drogas. A garota, 15 anos, é dependente de crack desde os 12; também já é mãe e costuma se prostituir em função do produto. Em contrapartida, relatos sobre pais que saem para buscar crack e abandonam seus bebês em casa durante horas são diários e em todo o país.

Em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, também na semana passada, um casal usuário de crack, num surto de abstinência, arremessou o filho de 1 ano e 3 meses contra a parede. Ainda em BH, um pai chamou a PM para conter a agressividade do filho, 29 anos, que fumava crack em casa e o ameaçava. À chegada da polícia, o rapaz reagiu com uma faca e foi morto com 12 tiros, na frente da família.

No Rio, perto da Mangueira, um homem de 65 anos matou a filha, de 42, com uma facada no coração. A moça e o marido, dependentes de crack, tentavam agredir a mãe dela, usando uma barra de ferro e uma garrafa quebrada. O pai pegou uma faca de cozinha e, para defender a mulher, acertou a filha. Há pouco mais de um mês, idem no Rio, outro dependente, 26 anos, foi entregue à polícia pelo pai após matar a namorada, de 18. Com o crack, nenhuma família fica de pé.

O problema da droga no Brasil mudou de patamar. Não se trata mais de jovens que, depois de anos de uso esporádico e recreativo de drogas "leves", tornam-se dependentes e problemáticos. Agora, usou, bateu -ninguém usa crack recreativamente-, em todas as faixas sociais, culturais e de idade.
Sim, o ser humano sempre usará drogas. Se houver oferta. Há menos de dez anos, o crack estava restrito a uma esquina de São Paulo. Não se cuidou dele e, agora, o drama é nacional. E ninguém está a salvo.

Foto: Amy Winehouse por http://cm1.theinsider.com/thumbnail/400/339/cm1.theinsider.com/media/0/557/37/amy_winehouse.jpg

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