Notícias em psiquiatria

Thursday, 7 January 2010

Meninas que emagrecem demais podem ter osteoporose, diz estudo
Desenvolvimento de ossos fortes na juventude é particularmente importante para as mulheres, já que elas contam com uma probabilidade três vezes maior de sofrer osteoporose

Do clipping de notícias da ABP:

71% dos estudantes com idades entre 13 e 15 anos já consumiram álcool
Segundo Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar, 24% fumaram cigarro e 9% usaram drogas
Veículo: 24 Horas News
Seção: Educação
Data: 06/01/2010

Panfleto sobre "uso seguro" de heroína gera polêmica em NY
Críticos do documento dizem que o texto pode servir como guia para aqueles que nunca usaram drogas
Veículo: Terra
Seção: Mundo
Data: 06/01/2010

Em estudo com ratos, ondas de celular revertem mal de Alzheimer
Conforme os cientistas da Universidade da Flórida, os milhões de fãs do celular têm uma nova desculpa para seguir utilizando o equipamento
Veículo: UOL
Seção: Saúde
Data: 06/01/2010

A tragédia do álcool
Alan Schlup Sant’Anna: Em nosso país, como em quase todo o mundo, é cultural beber. As pessoas acham isto natural e até bonito
Veículo: Gazeta do Povo Online
Seção: Colunistas
Data: 06/01/2010

A Liberdade entrincheirada
“A lógica nos ensina que há situações que somente o policiamento ostensivo é capaz de combater”
Veículo: Jornal Pequeno
Seção: Editorial
Data: 05/01/2010

Grande BH "fuma" 120 t de crack
Na capital mineira, é comum ver pessoas consumindo crack em locais públicos
Veículo: O Tempo
Seção: Cidades
Data: 06/01/2010

Álcool e crack: cuidado pais!
Gilberto Jasper, jornalista: Assim como o crack, o álcool ganhou espaço silenciosamente, invadiu os espaços sociais e, diante da imobilidade geral, fez reféns jovens e famílias inteiras
Veículo: Zero Hora
Seção: Artigos
Data: 06/01/2010

Ser pai de dois adolescentes é um exercício permanente de atualização, mas poucas coisas me chamam mais a atenção do que a frequência dos casos de alcoolismo entre os jovens. Há duas semanas, a festa de formatura do Ensino Fundamental do meu filho por pouco não teve um final trágico, não fosse a ação rápida de pessoas que levaram uma jovem de 14 anos inconsciente para o hospital.

A gurizada, sempre criativa e hábil no uso da tecnologia, dribla a vigilância nem sempre presente entre os pais. Como essas festas geralmente são fechadas e com um controle rigoroso, eles combinam o que chamam de concentração. É o encontro na casa de um colega com pouco controle paterno, antes de seguir para a festa. Lá, eles produzem um coquetel, resultado da mistura de cachaça e vodca numa embalagem de refrigerante para chegar à festa embalados.

O resultado são brigas generalizadas – dentro e fora do local das festas –, acidentes de trânsito, perturbação no entorno das casas noturnas e arruaças dentro de casa e no condomínio. Os casos de coma alcoólico são mais frequentes do que se imagina. A tolerância, a omissão e a falta de comprometimento dos pais transformam os finais de semana em apreensão até o raiar do dia.

Enquanto isso, professores chamam a atenção das famílias que transferem responsabilidades. Preferem culpar coleguinhas, escolas e outros pais. A ingestão de bebidas alcoólicas por parte dos adultos é um exemplo que os adolescentes copiam para fugir da falta de diálogo, da ausência de comprometimento e da inexistência de preocupação com os amigos dos filhos.

Assim como o crack, o álcool ganhou espaço silenciosamente, invadiu os espaços sociais e, diante da imobilidade geral, fez reféns jovens e famílias inteiras. Os efeitos são idênticos, provoca dor e perdas, além de comprometer a formação e o futuro de milhares de jovens. A fiscalização das autoridades – sim, a comercialização de bebidas para menores é gritante – é frouxa e ineficiente diante do pouco-caso dos pais para as consequências do hábito de beber.

O álcool, assim o crack, exige uma ampla mobilização e o empenho de autoridades, educadores, pais e dos próprios jovens. Do contrário, continuaremos a lamentar a perda de vidas motivadas pela omissão. Fechar os olhos diante da ilusão de que se trata de “um problema dos outros” só servirá para aumentar os riscos de agravamento do problema

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