Vincent Van Gogh e a depressão

Monday, 4 January 2010

Nas minhas andanças pela internet encontrei o seguinte vídeo no youtube e gostaria de partilhá-lo:



O vídeo é uma composição de um admirador das obras de Vincent Van Gogh, pintor holandês que sofreu toda a vida de doença mental, com várias hospitalizações e que acabou por suicidar em 27 de Julho de 1890, aos 37 anos, após o agravamento progressivo de seus episódios depressivos. Muitos psiquiatras ainda debatem qual era de fato o quadro do pintor, e o consenso atual é que ele sofria de Transtorno Bipolar.

A música é Starry Starry Night, de Don McLean, uma homenagem ao pintor que transcrevo abaixo (a tradução vai a seguir):

Starry Starry Night
Don McLean
 
Starry, starry night.
Paint your palette blue and grey,
Look out on a summer's day,
With eyes that know the darkness in my soul.
Shadows on the hills,
Sketch the trees and the daffodils,
Catch the breeze and the winter chills,
In colors on the snowy linen land.

Now I understand what you tried to say to me,
How you suffered for your sanity,
How you tried to set them free.
They would not listen, they did not know how.
Perhaps they'll listen now.

Starry, starry night.
Flaming flowers that brightly blaze,
Swirling clouds in violet haze,
Reflect in Vincent's eyes of china blue.
Colors changing hue, morning field of amber grain,
Weathered faces lined in pain,
Are soothed beneath the artist's loving hand.

Now I understand what you tried to say to me,
How you suffered for your sanity,
How you tried to set them free.
They would not listen, they did not know how.
Perhaps they'll listen now.

For they could not love you,
But still your love was true.
And when no hope was left in sight
On that starry, starry night,
You took your life, as lovers often do.
But I could have told you, Vincent,
This world was never meant for one
As beautiful as you.

Starry, starry night.
Portraits hung in empty halls,
Frameless head on nameless walls,
With eyes that watch the world and can't forget.
Like the strangers that you've met,
The ragged men in the ragged clothes,
The silver thorn of bloody rose,
Lie crushed and broken on the virgin snow.

Now I think I know what you tried to say to me,
How you suffered for your sanity,
How you tried to set them free.
They would not listen, they're not listening still.
Perhaps they never will...


Noite estrelada, estrelada (literalmente) ou Noite muito estrelada


Noite muito estrelada
Pinte sua paleta de azul e cinza
Olhe para fora em um dia de verão
Com olhos que conhecem a escuridão na minha alma.
Sombras nas colinas,
Desenham as árvores e os narcisos,
Capturam a brisa e o frio do inverno,
Em cores na terra de lona nevada.
Agora eu entendo o que querias me dizer,
Como sofreste por sua sanidade,
Como tentaste libertá-los.
Eles não ouviam, eles não sabiam como.
Talvez eles ouçam agora.

Noite muito estrelada.
Flores em chamas que brilhantemente queimam,
Cores em um redemoinho violeta enevoado,
Refletem nos olhos de porcelana azul de Vincent.
Cores que mudam de tom, campo matinal de grãos âmbar,
Rostos envelhecidos com vincos de dor,
São amenizados sob a mão amorosa do artista.

Agora eu entendo o que querias me dizer,
Como sofreste por sua sanidade,
Como tentaste libertá-los.
Eles não ouviam, eles não sabiam como.
Talvez eles ouçam agora

Pois eles não podiam amá-lo,
Mas ainda assim seu amor era verdadeiro.
E quando não havia mais esperança à vista
Naquela noite muito estrelada,
Você acabou com sua vida, como amantes geralmente o fazem.
Mas eu poderia ter-lhe dito, Vincent,
Que este mundo nunca foi destinado para alguém
tão belo como tu.

Noite muito estrelada.
Retratos pendurados em salões vazios,
Cabeça sem moldura em paredes sem nome,
Com olhos que observam o mundo e não podem se esquecer.
Como os estranhos que conheceste,
Os homens esfarrapados em roupas esfarrapadas,
O espinho prata da rosa de sangue,
Estão esmagados e quebrantados na neve virginal.

Agora acho que entendo o que querias me dizer,
Como sofreste por sua sanidade,
Como tentaste libertá-los.
Eles não ouviram, eles ainda não ouvem.
Talvez eles nuncam ouvirão...

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