Avaliação de risco de agressores sexuais

Wednesday, 24 March 2010

Fatores de risco

 • Maior número de agressões sexuais, maior chance de reincidir (Marshal et al, 1991)
• História criminal pregressa (Quinsey et al, 1995)
• Maior risco se (em ordem decrescente)
            • Ofensas contra crianças do sexo masculino
            • Ofensas contra meninas fora da família
            • Incesto (Furby et al, 1989)
• História de mais de um tipo de agressão sexual (Hauson e Brussiere, 1996)
• Evidência ao PPG de resposta a estímulos pedofílicos (Hauson e Brussiere, 1996)
• Evidência ao PPG de resposta a violência não-sexual (Rice et al, 1990)
• Elevação na Hare Psychopathy Scale* (Rice et al, 1990)
• Se durante a agressão inicial, o paciente apresentava baixa auto-estima, dificuldade em empatizar com a vítima ou altos níveis de raiva (Hauson e Brussiere, 1996)
• Ter sido vítima de abuso sexual, especialmente se severo e prolongado – risco de abusar de seus próprios filhos (Cormier e Cooper, 1982) ou de se tornar agressor sexual (McCormal et al, 1992)
• Presença de fantasias sexuais violentas (Due e Eldman, 1997)
• Isolamento social prolongado – presente em alguns assassinos

Outros fatores de risco

• Atitudes contra mulheres
• Atitudes em relação a sexo com crianças
• Presença de distorções cognitivas (o indivíduo percebe ou racionaliza que a vítima consentiu – Kennedy e Gwbin, 1992)
• Escolha de uma profissão que facilita o acesso a vítimas potenciais
• Uso de sadomasoquismo ou de pornografia infantil
• Presença de transtornos mentais comórbidos (Fazel et al, 2007)
• Abuso de álcool
• Patologia cortical, especialmente de lobo temporal (Lang, 1993)
• Transtorno de personalidade
• Diagnóstico de retardo mental
• Esquizofrenia – ligação entre psicose e agressão sexual
• Estado hipomaníaco
• Não adesão ao tratamento

Tratamento

Terapia psicodinâmica – faltam evidências

Terapia Cognitivo Comportamental (TCC)
Níveis modestos de redução no recidivismo (Losel e Schucker, 2005)
Desenhada para ajudar o indivíduo a assumir responsabilidade e ter controle para evitar situações de risco

Tratamento biológico

Castração cirúrgica
Menores taxas de recidivismo (Ortmann, 1980)
Utilizada nos EUA e Alemanha

Psicocirurgia
Utilizada na Alemana até 1970

Tratamento hormonal
Utilizado desde os anos 1960 – principal droga (Europa): Acetato de ciproterona oral (principalmente) e de depósito. Nos EUA o mais utilizado é o Depo Provera (Acetato de medroxyprogesterona)
Alguns pacientes mesmo assim não demonstram redução na excitabilidade sexual

Efeitos colaterais:
Acetato de ciproterona – ginecomastia, alterações hepáticas, humor depressivo, osteoporose
Depo provera – aumento do peso, fogachos, hipertensão arterial, aumento da glicemia, redução do tamanho testicular
Long-acting gonadotrophin releasin hormones analogues – pouco testado. Liberado apenas para tartar câncer de prostatae endométrio. Efeitos colaterais: osteoporose. (Goserelin, Triptorelin e Leuprolide)
ISRS – risco baixo a moderado de recidivas

Fatores legais no tratamento de agressores sexuais

Devem ser registrados/listados (sex offenders register)

Fatores éticos:

Antipatia pública
Pesar tratamento e efeitos colaterais
Problemas de confidencialidade
Conflito se medicamentos antilibido comprometem os direitos humanos ao impedir a liberdade de pensamento e direito a reprodução do paciente

*Hare Psychopathology Scale (PCL-R)
A PCR-L é uma ferramenta psicodiagnóstica comumente utilizada para avaliar psicopatia. É uma escala de 20 ítens registrada por um psicólogo ou outro profissional treinado. Um valor de 0 significa que o item não se aplica, 1 se aplica levemente, 2 se aplica completamente. A escala avalia estilo de vida, comportamento criminoso, discurso persuasivo, charme superficial, grandiosidade, necessidade de estímulos, mentira patológica, golpes e manipulação, falta de remorso, falta de empatia, fracos controles comportamentais, impulsividade, irresponsabiliade, falha em aceitar responsabilidade e outros. Os resultados são utilizados para averiguar risco de re-ofensa criminal e probabilidade de reabilitação.

Fotos:

Referências
ResearchBlogging.org
Hall, G. (1995). Sexual offender recidivism revisited: A meta-analysis of recent treatment studies. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 63 (5), 802-809 DOI: 10.1037/0022-006X.63.5.802

Guay, D. (2009). Drug treatment of paraphilic and nonparaphilic sexual disorders Clinical Therapeutics, 31 (1), 1-31 DOI: 10.1016/j.clinthera.2009.01.009

Schmucker M, & Lösel F (2008). Does sexual offender treatment work? A systematic review of outcome evaluations. Psicothema, 20 (1), 10-9 PMID: 18206060

Posted by Vanessa Marsden at 04:04  

1 comments:

Hi, eu sou um adicto sexual, eu precisso de saber se existir algum medicamento aparte de estes, porque estes sao muito perigosos, cancer, diabetes, deformaçao da figura corporal, nooo!! kk, sou adito mais nao violador, basicamente pornografia, eu quero deixar de masturbarme no entanto as imagens sexuais surgem e tambem o placer de imaginalas, a estetica dos corpos femmeninos e a sensaçao do sexo, entao, o que tenho que facer, nao me deixa trabalhar corretamente minhas coisas da universidade, etc.

ate.

YEROPA30

Anonymous said...
1 June 2010 at 16:45  

Post a Comment