Princípios da supervisão em psiquiatria

Thursday, 26 August 2010


Definições e princípios da supervisão


Supervisão clínica e educacional: processo formal de aprendizado e suporte profissioinal que permine ao indivíduo desenvolver conhecimento, competências e a assumir responsabilidade.

Supervisão clínica – supervisão ativa do trabalho clínico diário, garantindo que as decisões clínicas são seguras e apropriadas.

Supervisão educacional – o treino e a menção do trabalho do residente são o focus. Pode envolver casos clínicos como base da demonstração e aprendizado.

Objetivos da supervisão

• Identificar soluções para problemas clínicos

• Melhorar o standard

• Aprimorar o entendimento de problemas profissionais

• Aprimoramento da prática clínica do interno/residente

• Desenvolver habilidades e conhecimento

Responsabilidades do supervisor

• Agir como um mentor

• Estabelecer objetivos de aprendizado e monitorizá-los

• Dar feedback construtivo

• Estar envolvido na avaliação do residente/interno

Como estabelecer uma supervisão adequada – 1 hora de sessão de supervisão todas as semanas

• 10 minutos para revisar problemas levantados em sessões prévias para avaliar se melhorias foram implementadas

• 40 minutos para levantar problemas e assuntos a serem discutidos

• 10 minutos para resumir e anotar pontos principais da sessão

Conteúdo da sessão de supervisão

• Manejo clínico

• Experiência de ensino do residente/interno

• Experiência com pesquisa/investigação clínica

• Necessidades, gerência e atenção ao residente/interno

Princípios do feedback

Propósito – permitir que o residente/interno tenha insight sobre seu progresso e comparar o que era esperado dele e o resultado atingido realmente

Princípios gerais

Ende, 1983

• Supervisor e interno/residente devem trabalhar como aliados em direção a objetivos comuns

• O feedback deve ser planejado e esperado

• O feedback deve ser dado dentro da estrutura da sessão de supervisão

• O feedback deve ser sobre comportamentos específicos e observáveis, não performance em geral

• O feedback deve ser dado em uma linguagem descritiva e sem julgamentos

• O feedback deve ser limitado a decisões ou atos observáveis

Heirson & Little, 1998

• Clima amistoso, de respeito mútuo e de mente aberta

• Deve-se provocar o pensamento e sentimentos antes de ser dado

• Sem julgamentos

• Focar-se me comportamentos

• Fatos observáveis

• Sugerir ideias para melhorar a performance

• Basear o feedback em objetivos negociáveis e claramente definidos

Modelos de feedback

Regras de Pendleton

• O supervisor brevemente clarifica o assunto do dia

• O residente/interno fala primeiro e discute o que foi bem sucedido

• O supervisor discute o que foi bem sucedido em seu ponto de vista

• O residente/interno descreve o que poderia ter sido feito de forma diferente e propõe sugestões para mudança

• O supervisor faz o mesmo

Problemas : formato estricto, bons pontos versus maus pontos e o residente/interno pode ficar defensivo

Modelo Calgary-Cambridge

• A sessão inicia-se com a discussão da agenda do residente/interno

• O resultado que o residente busca atingir é discutido

• O residente passa a auto-avaliação e resolução de problemas ao dizer como a tarefa foi desenvolvida

• O supervisor dá feedback dentro do princípio SET-GO ( vide abaixo)

• O supervisor resume as habilidades necessárias para atingir o objetivo

Princípio SET-GO

• O que vi (SAW) – o supervisor descreve o que viu

• O que mais você notou (what ELSE) – o residente faz o mesmo

• O que você pensa sobre o assunto (THINK) – o supervisor reflete sobre o assunto

• Quais objetivos a se atingir (GOALS)

• OFERTAS (sugestões) sobre como atingir os objetivos

Feedback verbal

Sempre sobre comportamentos específicos e observáveis, deve evitar julgamentos em comentários ou linguagem

Benefícios do feedback

Promove a competência (Rolle & McPherson, 1995) e ajuda a promover o aprendizado

Cartoon: http://alchemist.excessivelydangerousthing.com/webcomic.pl?comic=16

Posted by Vanessa Marsden at 07:18  

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