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Drunkorexia

Thursday, 26 November 2009

Não faz nem 3 dias e escrevi um post sobre o que denominei gravidorexia, expressão que adaptei do inglês pregorexia. Recebi pelo twitter (onde mais?) o link para uma entrevista no Mais Você (programa matutino da televisão brasileira) sobre este novo fenômeno, também adaptado do inglês e de mesmo nome: Drunkorexia.

A entrevista completa, com vídeo, pode ser acessada aqui.
Você já ouviu falar em drunkorexia? O Mais Você conversou com uma jovem de 21 anos esclarecida, educada, que está em uma clínica de recuperação em São Paulo. Ela sempre foi uma criança gordinha e, depois que cresceu, a dificuldade para aceitar a própria aparência só aumentou. Com ela, veio a timidez para se relacionar com os meninos e o isolamento dos amigos. Até que uma descoberta pareceu ser a solução dos problemas. “Descobri que beber tirava a fome. Com 14 anos comecei a beber pra valer. Sempre que eu tinha dinheiro gastava com isso”, disse a jovem.

Mais posts sobre o assunto, com revisão da literatura, como sempre, no futuro próximo.

Notícias em psiquiatria

Aluna brilhante destinada a Cambridge morre após batalha de dois anos contra anorexia e ter sido deixada na mão pelo NHS (Sistema Nacional de Saude do Reino Unido)

Gifted Cambridge-bound student who died after two-year anorexia battle 'let down by NHS' (Daily Mail)


O texto critica o sistema público de saúde por ter dado alta após algumas horas a uma estudante bulímica com baixos níveis de potássio. A leitura vale pela descrição que a família faz da doença da estudante e de como muitas vezes o sistema não está preparado para lidar com quadros graves como o dela de transtornos alimentares.

GRAVIDOREXIA – Passando fome por dois

Tuesday, 24 November 2009


Gravidorexia não é uma palavra. Eu adaptei a expressão do inglês “pregorexia”, outra não palavra, criada recentemente com a única finalidade de se entender o fenômeno de algumas gravidezes e pós-partos atuais. Ela serve para descrever o distúrbio no qual mulheres da Europa, Estados Unidos e Japão se exercitam e fazem dietas extremas às custas da saúde do bebê. Infelizmente um número cada vez maior de pobres mortais tem tentado emular as esposas de jogadores de futebol ou estrelas de cinema, que se mostram determinadas a manter o corpo magérrimo em um período no qual deveriam relaxar.

A gravidorexia tem estado cada vez mais em evidência devido às mamães célebres e famosas com barriguinhas perfeitas, como Nicole Kidman em 2008 e Nicole Richie em 2007 e neste ano, que se assustam com a palavra calorias e sacrificam-se em regimes de exercícios durante toda a gravidez. Nestes casos, o objetivo não é perder o peso o mais rápido possível mas nem mesmo ganhá-lo desde o princípio.

Transtornos alimentares podem surgir a qualquer momento na vida da mulher e a gravidez, com a ansiedade e mudanças hormonais típicas do período, pode causar por si só ou agravar um quadro de anorexia ou bulimia. Estas mulheres necessitam de tratamento especializado e terapia. O que se tem observado no caso da gravidorexia, entretanto, não é exatamente um cluster de pacientes mas uma moda, como tantas outras, que pode trazer prejuízos à mulher e ao bebê.

Um bebê busca no corpo da mãe os nutrientes que necessita. Se as reservas da mãe estão baixas, pode haver problemas como anemia, depleção de cálcio (responsável pela formação dos ossos) e risco de se dar à luz a um bebê de baixo peso, que pode levar a problemas futuros para a criança como doenças cardíacas, depressão e retardo do desenvolvimento cognitivo.

A gravidorexia é um fenômeno que está a ser alimentado pela crescente indústria da “moda da maternidade”. Enquanto nossas mães desapareciam felizes e alegres sob roupas de grávidas largas e confortáveis nos anos sessenta e setenta, as grávidas de hoje vêem a sua disposição uma enorme opção de escolha desde desenhos de estilistas famosos a roupas que rapidamente os copiam nas lojas de classe média.

Além das gravidoréxicas típicas, um fenômeno similar está a acontecer após o nascimento do bebê. Mulheres desesperadas para recuperar suas figuras pedem, ou por lipoaspirações no mesmo tempo cirúrgico da cesariana, ou entram em rotinas extenuantes de exercícios e dietas no pós-parto. Nos EUA uma entrevista recente com a apresentadora de TV Liz Fraser causou polêmica: Fraser, que estava ao vivo para promover seu novo livro “Yummy Mummy”, que trata de mães que rapidamente perdem o peso após o parto para ficarem “mamães gostosas” admitiu que sofreu de um transtorno alimentar durante a gestação. Diversos telespectadores protestaram contra o que consideraram “hipocrisia” ao se tentar vender um livro que na verdade divulgava sua doença.

Independentemente do motivo por trás da divulgação da moda das “mamães gostosas”, esta é uma moda cruel na formação da nova família. O leite materno é altamente influenciado pela qualidade da alimentação da mãe. Mulheres que fazem dietas radicais e estão a amamentar consequentemente fazem com que seus bebês também sofram. Mesmo para aquelas que optaram por não amamentar seus bebês (apesar de todas as indicações médicas atuais que sublinham a amamentação como a melhor opção para mães e bebês), a rotina de exercícios físicos extenuantes aos quais as mulheres se impõem pode prevenir a criação de laços de afeto com os recém-nascidos. Ao invés da mamãe descansar e dedicar seu tempo ao bebê, ou ela está na academia com o personal trainner, ou cansada e irritada devido ao baixo aporte calórico.

A lista de celebridades a povoar as capas de revistas mostrando seu corpo enxuto até dez dias após dar a luz continua a crescer. Especialistas ainda debatem se as gravidoréxicas e “mamães gostosas” estão a aumentar devido à divulgação extensa por parte da mídia e das revistas de fofocas. Sabe-se que este fenômeno ocorre com anoréxicas e bulímicas, que usam fotos de celebridades e modelos magérrimas como gatilho e estímulo para iniciar ou manter seus comportamentos. Ainda é cedo para se afirmar o mesmo em relação às grávidas. Entretanto, há razões para suspeiras: nunca a indústria do culto à celebridade e à “fama pela fama” foi tão forte e esta tendência coincide com a atual mentalidade da dieta e boa forma a todo custo. A moda dos bebês acessórios (que preferencialmente devem estar vestidos com a última moda em Paris, e combinar com o esquema de cores da roupa da mamãe) objetifica o recém-nascido e torna mais fácil a ruptura do laço afetivo pela busca narcísica da beleza exterior o mais rápido possível. O bebê passa a ser mais uma engrenagem na maquinaria consumista atual.

Como médica, devo concluir dizendo que a questão do peso e da vaidade devem, como quase tudo na vida, estar em equilíbrio. Todos os conselhos médicos válidos até hoje sobre o assunto, sejam em grávidas, crianças ou outros proclamam a perda de peso lenta e regular associada a exercícios físicos moderados e diários como a opção mais saudável. Dietas da moda, dietas rápidas ou planos de exercícios que mais parecem uma sessão de tortura medieval não trazem prazer e podem causar consequências graves à saúde. Retornando às celebridades que mais estimulam os comportamentos descritos neste texto, Nicole Richie (filha do cantor Lionel Richie e queridinha das fashionistas e da indústria do emagrecimento) esteve na mídia neste ano não só por não adquirir peso ideal na gravidez mas por perder todo o peso extra em duas semanas após o parto (9kg em 14 dias). Há menos de dez dias Richie esteve novamente na capa dos jornais, desta vez por ter sido hospitalizada com uma grave pneumonia. A infecção (típica em adultos imunodeprimidos) pode não ter nada a ver com seu emagrecimento súbito ou seu constante estado subnutrido. Mas o princípio lógico da Navalha de Ockham, aprendido nos primeiros anos do curso de medicina, nos diz que “a explicação mais simples é sempre a mais lógica”.


Nicole Richie no pós parto (à esquerda) e grávida de seu segundo filho

Historias de superacao - anorexia

Sunday, 22 November 2009

Pelo que me parece há no momento marketing sobre uma novela que esta ou estara no ar no Brasil que se chama Viver a Vida, na qual o tema é superação. Não sei nada sobre o assunto pois estou a morar fora do país desde 2005. O que sei é que tenho recebido recentemente inúmeros links com histórias de pessoas reais que têm lutado e vencido doenças e tragédias pessoais. Independentemente do porquê elas estão a circular na internet no momento, acredito que estas histórias têm seu lugar como textos de motivação e por isso resolvi lhes dar espaço neste blog. Hoje recebi estas histórias que estão em um site do portal Globo.






ter, 03/11/09por TV Globo
categoria Anorexia
tags Andrea Lopes


Com apenas 17 anos Andrea se tornou a primeira surfista profissional a viver do esporte no Brasil. Depois, já com 25 anos, foi a primeira brasileira a vencer o campeonato mundial, o WCT e a única a ser tetracampeã brasileira. No começo dos anos 90, começou a apresentar um quadro de anorexia. Quando viajou para África do Sul para disputar um campeonato, começou a rejeitar toda comida que lhe era oferecida. Era obsessiva com o surf e com o corpo. Chegava a surfar seis horas ininterruptas tendo comido apenas uma fruta o dia inteiro.


A comida tornou-se uma ameaça na cabeça de Andrea. 1994 e 1995 foram os anos mais críticos, parou de menstruar e chegou a pesar 38 quilos. Certa vez, quando viajava para uma competição na Austrália, teve uma forte crise estomacal que fez com que ela fosse internada às pressas. Ainda tentou continuar na competição, mas não teve forças.


De volta ao Brasil, um dia, sua mãe entrou no banheiro e começou a chorar olhando a magreza excessiva da filha. Andrea resolveu se tratar. Parou com sua vida profissional, seguiu os tratamentos e com ajuda da família e de terapia, conseguiu sair sem sequelas da doença. Hoje, está curada e se diz uma pessoa melhor e mais feliz. Está a caminho da conquista do pentacampeonato brasileiro.

Blog sobre anorexia e distúrbios alimentares

Tuesday, 17 November 2009

Tenho estado a acompanhar um blog\blogue interessante sobre os distúrbios alimentares. Os textos são postados por uma internauta que lidou com a anorexia por anos. Vale a dica para que se visite o blog "Esqueci a ana".

Abaixo um post retirado e resumido do blog em questão. Recomendo a todos que o lerem que visitem o original neste link, no qual a autora faz um apanhado de cada ítem com explicações pessoais sobre como os viveu.

10 Sinais de Aviso da Anorexia Nervosa

1. "Não revelar sentimentos"
2. "Extremo auto-controlo"
3. "Tornar-se progressivamente mais crítico e menos tolerante com os outros"
4. "Significativa ou extrema perda de peso sem causa médica aparente"
5. "Redução da quantidade de alimentos ingeridos"
6. "Desenvolvimento de comportamentos ritualizados à refeição, como, por exemplo, cortar a comida em bocadinhos muito pequenos e mastigar cada bocado em grande número de vezes."
7. "Não assumir a fome"
8. " Só comer produtos alimentares magros e de baixo valor calórico"
9. "Prática excessiva de exercício físico"
10. "Achar-se sempre muito gordo mesmo quando isso está longe de ser verdade"

Os ítens podem ser encontrados, assim como outras informações sobre os distúrbios alimentares no site da A.F.A.A.B. Associação dos Familiares e Amigos de Anoréticos e Bulímicos.

Este site é dedicado ao público português, mas as informações disponíveis são de caráter universal.

Aparentemente não existe nada similar no Brasil (uma associação de familiares). O mais perto que encontrei foi o site da ASTRAL - Associação Brasileira de Transtornos Alimentares. Mas não sei que são ou o quê especificamente desenvolvem, por isso, use de senso crítico ao ler as informações.

Lembre-se: qualquer dúvida um profissional especializado na área de saúde mental (médicos, enfermeiros, psicólogos) pode oferecer informações atualizadas e baseadas em evidência sobre os transtornos alimentares.

Aspectos psicológicos e psiquiátricos do diabetes

Tuesday, 10 November 2009



Em homenagem ao Dia Mundial do Diabetes, um post com esclarecimentos sobre complicações psicológicas e psiquiátricas da doença.

O diagnóstico de diabetes é um evento vital altamente estressante, que requer um alto número de acomodações mentais e físicas. O paciente deve aprender a lidar com uma dieta complexa diariamente e passar a sofrer diversas intervenções médicas. O estilo de vida, trabalho e escola devem ser alterados. Todas estas mudanças consomem muita energia, tanto da família quanto do paciente. As mudanças psicológicas incluem um ajuste a uma nova visão de si, e ao golpe narcísico sofride pelo EU: a visão que muitos de nós temos de que somos invencíveis é esmigalhada e dói coletar os cacos do antigo Eu para formar uma nova identidade.


Depressão

A depressão é uma das mais comuns complicações do diabetes, com prevalência cinco vezes maior nos diabéticos do que na população em geral. Diabéticos com depressão major apresentam alta taxa de recorrência de episódios depressivos em 5 anos e uma pessoa deprimida não tem energia ou motivação para manter um bom controle do diabetes. O próprio estresse da depressão pode levar a hiperglicemia em diabéticos.
No caso de crianças e adolescentes com diabetes, crianças cujos pais são mais críticos em seus comentários têm pior controle da glicose. Paradoxalmente, super envolvimento emocional entre os membros da família e a criança diabética não acarreta pior controle (Koenigsberg et al. 1993). Adolescentes diabéticos apresentam maior ideação suicida quando comparado com seus pares e aqueles com ideação suicida não tomam cuidados adequados. Lembrar que adolescentes suicidas diabéticos têm em seu poder um perigoso medicamento que em altas doses pode levar a óbito.
Estudos recentes sugerem que o tratamento eficaz da depressão pode melhorar o controle glicêmico. (Lustman et al. 1997).
No caso de depressão, o paciente deve procurar ajuda especializada e tratamento, que pode consistir de psicoterapia (casos mais leves) ou medicação. Para evitar a depressão ou para os que já a tiveram e querem evitar recaídas, psicoterapia, técnicas de relaxamento, lazer, praticar esportes, analisar o estilo de vida e reduzir o estresse são técnicas efetivas.

Alterações psicológicas

Muitos dos recém diagnosticados com diabetes passam pelos típicos estágios de luto: negação, raiva, depressão e aceitação.

Negação: é um dos estágios mais perigosos e pode ocorrer mais de uma vez, com pacientes espiralando de volta a esta fase várias vezes. A fase de "lua de mel"*, associada ao início de um quadro de diabetes tipo 1 pode reforçar esta fase, que é bastante comum em adolescentes diabéticos.
     * A "fase de lua de mel" é um período de tempo logo após o diagnóstico do diabetes tipo 1 no qual há uma melhoria na produção de insulina pelo pâncreas. Esta é uma situação temporária, e não melhoria, cura ou remissão da doença.

Raiva: um paciente com diabetes tipo 2 que está a tentar emagrecer pode invejar pessoas mais obesas que estão saudáveis. Mecanismos de defesa como deslocamento, no qual o paciente fica extremamente irritado com observadores inocentes, pode ocorrer. Cuidado  pois a raiva pode alterar drasticamente os níveis de glicose.

Depressão: sentimentos moderados de depressão são parte normal do processo de luto. Se se tornarem pervasivos ou prolongados, assistência especializada deve ser procurada.

Aceitação: o paciente finalmente aceita a doença e acalma-se. Alguns podem voltar ao início deste ciclo e começar de novo, pela negação. Isso pode ocorrer particularmente após fatores estressantes de vida (complicações clínicas, etc).

Ansiedade

Quadros de ansiedade podem causar grandes variações dos índices glicêmicos. Ataques de pânico podem se assemelhar a episódios de hipoglicemia e vice-versa. Quando em dúvida, trate a todos como episódios de hipoglicemia e os níveis devem ser monitorados de perto, particularmente em períodos de grande estresse. Da mesma forma que para quadros depressivos, diversos tratamentos são oferecidos quando um diagnóstico de transtorno de ansiedade é estabelecido. Técnicas de relaxamento e outras ajudam a impedir o desenvolvimento ou a reduzir o risco de recaídas nestes quadros.

Transtornos alimentares



Os transtornos alimentares são pouco discutidos nestes pacientes, mas pais e profissionais de saúde devem estar alertas. Adolescentes diabéticas com alterações da imagem corporal podem desenvolver Bulimia. Ao invés de vomitar ou fazer exercícios extenuantes, como as outras pacientes, diabéticas podem passar a negligenciar as doses de insulina, o que leva a graves complicações como a retinopatia diabética e a cetoacidose diabética, que pode causar coma e morte.
Adultos com diabetes tipo 2 e obesidade, que não conseguem aderir a um regime dietético devem ser investigados para Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica, no qual o paciente come excessivamente (Binge) mas não apresenta episódios purgativos.

Referências:

ResearchBlogging.org
 1 Lustman, PJ, Griffith, LS, Freedland, KE, Clouse, RE; The course of Major Depression in Diabetics Gen Hosp Psychiatry 1997; 19(2) 138-143.

2. Koenigsberg HW, Klausner E, Pelino D, Rosnick P, & Campbell R (1993). Expressed emotion and glucose control in insulin-dependent diabetes mellitus. The American journal of psychiatry, 150 (7), 1114-5 PMID: 8317588

Fat Talk Free Week - quebrando espelhos distorcidos

Friday, 23 October 2009



A semana FTFW (Semana sem conversar sobre gordura) está quase no fim. E agora? Após uma semana de conscientização será que as estudantes que fizeram votos de não conversar sobre calorias, aparência, tamanho de roupa, etc. voltam a criticar seus corpos imperfeitos ou a achar defeitos em cada pneuzinho e a procurar cada celulite?

Os números mostram que os transtornos alimentares têm aumentado em todo o mundo ocidental. Entretanto, na mesma semana em que há esta campanha de conscientização sobre como nós mulheres criticamos nosso próprio corpo contra ideiais absolutamente inatingíveis, a Ralph Lauren esteve na mídia global por modificar e desfigurar a foto de uma modelo, que ficou com a largura da cabeça maior que a do quadril.

Infelizmente no Brasil e em Portugal não houve grande repercussão desta campanha. Nem mesmo no Reino Unido a campanha esteve na mídia. As tentativas de mudar a mentalidade social sobre magreza "ideal" e conscientizar sobre os transtornos alimentares passam despercebidas contra um pano de fundo de revistas que vendem um ideal de magreza inatingível como as "especializadas em dietas e boa forma" ou as revistas masculinas. Isso sem contar com a indústria da moda, que todos os dias bombardeia o inconsciente coletivo com ideais que representam apenas 0.5% da população mundial.

Agora apenas no ano que vem haverá outra campanha do gênero e fica a pergunta: o que acontece nas outras 51 semanas do ano?

FAT TALK FREE WEEK - Conscientizacao sobre transtornos alimentares

Thursday, 22 October 2009

Continuando com os posts sobre transtornos alimentares em homenagem a FTFW, abaixo relacionei uma lista com os melhores documentarios e filmes sobre estas condicoes.Tambem postei um video com um "promo" do documentario da HBO Thin, que foi realizado dentro de uma clinica de tratamento destes transtornos na Florida, EUA. O video esta em ingles, mas mesmo que nao entendas a lingua, as imagens sao bem ilustrativas.




Documentarios

Thin

Este documentario da HBO (video acima) segue 4 mulheres de 15 a 30 anos enquanto estao em tratamento para transtornos alimentares.




Dying to Be Thin

Este documentario da NOVA acompanha individuos com transtornos alimentares de diversas areas: dancarinos, ginastas, estudantes, etc..

Perfect Illusions

Este documentario segue as experiencias de 4 familias cujas vidas foram alteradas pelos transtonors alimentares.

FAT TALK FREE WEEK - Conscientizacao sobre transtornos alimentares

Wednesday, 21 October 2009

Em homenagem a FAT TALK FREE WEEK (FTFW) vou postar musica e trabalhos relacionados aos transtornos alimentares para esclarecimento.

Abaixo, a musica Sophie, de Eleanor McVoy.




Letra

Sophie cannot finish her dinner
Says she’s eatin’ enough
Sophie’s tryin’ to make herself thinner
Says she’s eatin’ too much
And her brother says, you’re joking,
And her mother’s heart is broken
Sophie has a hard time copin’
And, besides, sophie’s hopin’

Chorus
She can be like all the other girls
Be just like all the other girls
Livin’ in an ordinary world
Just to fit in, in the ordinary world
Just to fit in like an ordinary girl.

Ii
Sophie’s losin’ weight by the minute
How did things get this bad?
Sophie’s family don’t understand it
Gave her all that they had
And her sister won’t stop cryin’
’cause her father says she’s dyin’
Sophie says she’s really tryin’
Problem is, sophie’s lying.

Repeat chorus

How did she get this way?
How did she get this way?
Through tryin’ to hide it.
What does it take to say,
What does it take to say
She’s dying, sophie’s dying to ¡­

Repeat chorus

Campanha de Prevencao a Transtornos Alimentares

Eu recebi hoje um email de divulgacao da PROATA (Programa de Orientação e Assistência a Pacientes com Transtornos Alimentares PROATA / UNIFESP-EPM) sobre uma iniciativa de prevenção de transtornos alimentares que ocorre esta semana a "FAT TALK FREE WEEK", que tem o apoio da Academy of Eating Disorders e de várias outras instituições ligadas a Transtornos Alimentares.


O objetivo da campanha é questionar a busca de um corpo ideal, tão enraizada na cultura contemporânea, que coloca adultos e crianças em um estado permanente de insatisfação e baixa auto-estima.


Convido a todos a assistirem o video abaixo e, quem sabe, colocarem em prática as sugestões nesta semana, ou mesmo, no dia a dia.


Veja o video abaixo


Ralph Lauren e o incentivo a industria dos transtornos alimentares

Saturday, 10 October 2009

Ralph Lauren (RL) e o incentivo a industria dos transtornos alimentares

A imagem da modelo abaixo (ao natural) foi tao modificada no photoshop no catalogo da RL (segunda foto) que fica a duvida: o que a industria da moda realmente ganha ao querer incentivar jovens a emagrecer alem do saudavel?



Depois dos protestos da midia, RL pediu desculpas pelo acontecido.