Notícias em psiquiatria
Monday, 7 December 2009
Teenager's worries over weight led to bulimia and a fatal overdose (Daily Mail)
Adolescente de 18 anos suicida após desenvolver ideias paranoides de que estava acima do peso.
LUCY CAVENDISH: Women have a staggering 36 negative thoughts each day about their bodies... here are mine
Pesquisas mostram que, em média, mulheres têm 36 pensamentos negativos sobre seu corpo por dia.
How stress over staying thin leaves 1 in 3 women with hair loss
Estresses da vida moderna deixam uma em cada três mulheres com idade menor de 25 anos a sofrer com perda capilar. Especialistas acreditam que a principal causa seja a obsessão da sociedade com a magreza.
Drinking epidemic 'fuels surge in cancer'
Beber a toda hora e o baixo preço do álcool são os culpados pelo aumento de 50% dos casos de câncer\cancro bucal e de 43% dos casos de câncer de fígado no Reino Unido.
Labels: alcoolismo, anorexia; bulimia e transtornos alimentares, psiquiatria na midia
Notícias em psiquiatria
Friday, 4 December 2009
Estas vieram no clip de notícias da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), por email:
CCJ do Senado aprova cadastramento de pedófilos
Matéria terá ainda de ser examinada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa
Veículo: Agência Estado
Uso de ecstasy aumenta os riscos de apneia do sono, aponta estudo
Estudo também sugere que, quanto maior o uso da droga, maiores as taxas de apneia
Veículo: Boa Saúde
Fumar e beber na frente dos filhos pode levar ao vício
Aos 11 anos, muitas crianças já tiveram contato com bebida e cigarro. Na maioria das vezes o exemplo veio de dentro de casa.
Veículo: Rede Globo
Mães contra o crack
Mobilização de mães em Pelotas pode contribuir para amenizar o sofrimento dos familiares e para facilitar ações em favor dos dependentes
Veículo: Zero Hora
Saiba como falar sobre sexualidade com seus filhos
Seu filho já fez alguma pergunta indiscreta, daquelas difíceis de responder? E como é que você saiu dessa situação? Isso acontece com todos os pais, mais cedo ou mais tarde.
Veículo: Rede Globo
Labels: anfetaminas e ecstasy, cocaina e crack, psiquiatria forense, psiquiatria na midia, sexologia, tabagismo
Notícias em toxicodependência
Thursday, 3 December 2009
É como diz um ditado inglês: "Monkey see, monkey do"
Maconha eleva risco de esquizofrenia em até seis vezes, diz estudo Resultados foram parcialmente publicados ontem, na edição de dezembro do "British Journal of Psychiatry" (Folha Online)
Laboratório americano desenvolve vacina contra o crack e a cocaína (Globo News)
Mudou de patamar
Ruy Castro
Veículo: Folha de S Paulo
Seção: Opinião
Data: 02/12/2009
Em Maceió, na semana passada, mais uma mãe acorrentou a filha à cama para evitar que saísse à rua e fosse assassinada por traficantes, com quem tinha uma dívida pesada por drogas. A garota, 15 anos, é dependente de crack desde os 12; também já é mãe e costuma se prostituir em função do produto. Em contrapartida, relatos sobre pais que saem para buscar crack e abandonam seus bebês em casa durante horas são diários e em todo o país.
Em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, também na semana passada, um casal usuário de crack, num surto de abstinência, arremessou o filho de 1 ano e 3 meses contra a parede. Ainda em BH, um pai chamou a PM para conter a agressividade do filho, 29 anos, que fumava crack em casa e o ameaçava. À chegada da polícia, o rapaz reagiu com uma faca e foi morto com 12 tiros, na frente da família.
No Rio, perto da Mangueira, um homem de 65 anos matou a filha, de 42, com uma facada no coração. A moça e o marido, dependentes de crack, tentavam agredir a mãe dela, usando uma barra de ferro e uma garrafa quebrada. O pai pegou uma faca de cozinha e, para defender a mulher, acertou a filha. Há pouco mais de um mês, idem no Rio, outro dependente, 26 anos, foi entregue à polícia pelo pai após matar a namorada, de 18. Com o crack, nenhuma família fica de pé.
O problema da droga no Brasil mudou de patamar. Não se trata mais de jovens que, depois de anos de uso esporádico e recreativo de drogas "leves", tornam-se dependentes e problemáticos. Agora, usou, bateu -ninguém usa crack recreativamente-, em todas as faixas sociais, culturais e de idade.
Sim, o ser humano sempre usará drogas. Se houver oferta. Há menos de dez anos, o crack estava restrito a uma esquina de São Paulo. Não se cuidou dele e, agora, o drama é nacional. E ninguém está a salvo.
Foto: Amy Winehouse por http://cm1.theinsider.com/thumbnail/400/339/cm1.theinsider.com/media/0/557/37/amy_winehouse.jpg
Labels: cocaina e crack, maconha/cannabis/haxixe, psiquiatria na midia
Vigorexia
Wednesday, 2 December 2009
Os transtonos alimentares e dismórficos estão com tudo nas últimas semanas. Gravidorexia, drunkorexia e agora Vigorexia. Recebi esta notícia por um email da Associação Brasileira de Psiquiatria.
"A psiquiatra Fátima Vasconcelos e o médico toxicologista, Anthony Wong, falam dos distúrbios de imagem que levam os jovens a usar anabolizantes em busca da forma perfeita."
Veículo: Globo News
Seção: Em Cima da Hora
Data: 02/11/2009
Para ver a reportagem completa, clique aqui.
Labels: anorexia; bulimia e transtornos alimentares, psiquiatria na midia
História de superação das drogas II
Sunday, 29 November 2009
Pelo que me parece há no momento marketing sobre uma novela que esta ou estara no ar no Brasil que se chama Viver a Vida, na qual o tema é superação. Não sei nada sobre o assunto pois estou a morar fora do país desde 2005. O que sei é que tenho recebido recentemente inúmeros links com histórias de pessoas reais que têm lutado e vencido doenças e tragédias pessoais. Independentemente do porquê elas estão a circular na internet no momento, acredito que estas histórias têm seu lugar como textos de motivação e por isso resolvi lhes dar espaço neste blog. Hoje recebi estas histórias que estão em um site do portal Globo.
sáb, 24/10/09por TV Globo
categoria Drogas
tags Rosalina Silva
Rosalina tinha uma relação muito difícil com a sua família. Sofreu abusos por parte de seu pai, que também não a deixava estudar, pois achava que mulher só servia para ser dona de casa e esposa. A mãe era omissa e isso só dificultava sua vida. Quando seus pais se separaram, Rosalina começou a estudar, mas logo depois eles reataram o casamento e ela foi tirada da escola. Aos 13 anos de idade, começou a namorar um rapaz de 21 anos. Com ele começou a fumar, beber e, com 17 anos, ficou grávida. Casaram e tiveram 3 filhas. Depois de um tempo separaram e Rosalina começou a usar drogas pesadas, casou de novo e através de uma amiga, conheceu a heroína. Gastava todo o seu dinheiro com drogas, vendia tudo que possuía e vivia alcoolizada. Viu muitos amigos morrerem de overdose, se envolveu com traficantes e sua vida começou a ser destruída pelo vício. Aos 40 anos de idade, sua netinha disse que, toda vez que ia visitá-la, ela estava bêbada e isso a deixava muito triste. Foi nesse momento que Rosalina reconheceu que precisava de tratamento. Foi um processo muito difícil, mas com a sua força de vontade e determinação, Rosalina conseguiu se livrar das drogas. Hoje, ela escreve poesias e desenha profissionalmente; já trabalhou com cinema, teatro e fez muitos cursos profissionalizantes, inclusive voltados para tratamento de dependentes químicos.
Labels: alcoolismo, dependencia quimica, heroína e opiáceos, psiquiatria na midia, toxicodependencia
Notícias em psiquiatria
Young teacher, 26, hanged herself after being accused of helping pupils cheat in GCSEs
Jovem professora se mata após ser acusada (e absolvida) de impropriedade com estudantes. A professora de 26 anos estava em uso de antidepressivos e havia dito que pensava em se matar, o que seus familiares acreditaram ser "brincadeira".
O caso de Gary McKinnon é muito interessante. Ele sofre da Síndrome de Asperger (um tipo de autismo) e é extremamente inteligente. Tanto que hackeou o site do Pentágono e computadores da NASA, nos EUA, para tentar encontrar evidências sobre extraterrestres. Os tribunais americanos julgaram-no à revelia por ciber-terrorismo e McKinnon foi condenado. O governo americano então pediu a extradição de McKinnon (um cidadão inglês) à Inglaterra e o pedido foi acatado. Apesar de todos os especialistas que o examinaram atestarem CONTRA a extradição, devido ao risco de suicídio e agravamento do quadro (McKinnon vive em um ambiente altamente estruturado, com rotinas ritualizadas), e da opinião pública contrária ao ato, o Home Secretary (Secretário de Assuntos Internos) decidiu manter a extradição, que deve ser para breve.
Cash to find cure for dementia is slashed: Ministers go back on research-funding pledge
A recessão acaba de atacar a área da investigação científica. Mesmo depois de prometer fundos para a investigação da Demência de Alzheimer (que tem aumentado grandemente em Inglaterra devido ao envelhecimento da população) o governo inglês voltou atrás.
Schizophrenic who stabbed a vicar to death 'was not properly assessed'
Reportagem do Daily Mail sobre as falhas em assegurar o tratamento adequado a um esquizofrênico que, numa de suas crises, acabou por matar um vigário da Igreja Anglicana.
Labels: Alzheimer Parkinson e outras demências, autismo, depressão distimias e disforias, esquizofrenia e psicose, psiquiatria na midia, suicidio
Iatrofobia - medo de médicos
Friday, 27 November 2009
Pensioner with doctor phobia killed himself over harmless spot he thought was cancer (Daily Mail)
Um aposentado com fobia de médicos suicidou-se a caminho de seu médico de família após convencer-se de que tinha câncer. O senhor Dart, de 76 anos estava com tanto medo de ir à clínica que visitou um bar (pub), bebendo muito antes de avisar ao garçom que tinha câncer e iria se matar. Após sua família dar o alarme de que o senhor Dart tinha desaparecido, 24 horas depois seu corpo foi encontrado a flutuar em um rio.
Iatrofobia - medo de médicos
Iatrofobia é uma palavra que deriva do grego (assim como para todas as fobias) que designa medo de médicos, medo de ir ao médico, medo de visitas médicas.
A iatrofobia é mais uma fobia específica, termo genérico destinado a todos os tipos de transtornos de ansiedade que resultam de medo irracional relacionado à exposição a objetos ou situações específicas. Como resultado, a pessoa que sofre da fobia tende a evitar ativamente qualquer contato com os objetos e situações que estimulam a ansiedade.
O medo e a ansiedade podem ser iniciados tanto pela presença do objeto ou situação quanto em antecipação (como no caso descrito acima) a eles. A pessoa sempre sofre de desconforto quando encontra o gatilho de seu medo e em casos mais graves pode apresentar ataques de pânico. Embora o indivíduo conheça a causa de seu desconforto e muitas vezes compreenda que seu medo é "irracional", é lhe impossível evitar a manifestação psicológica e somática de seu desconforto.
No caso específico da iatrofobia, diversas pessoas apresentam desconforto na presença do médico (conhecida no meio médico como Síndrome do Jaleco Branco ou Síndrome da Bata Branca em Portugal). Este desconforto deriva em geral da longa espera, do ambiente estéril e com cheiro de desinfetante químico, e da possibilidade de procedimentos dolorosos. Estes fatores são suficientes para causar ansiedade em quase todos e muitos chegam a apresentar manifestações somáticas como sudorese, aumento da pressão arterial e taquicardia.
Os sinais abaixo denotam um quadro de ansiedade mais pervasivo, que pode limitar o acesso do indivíduo aos cuidados de saúde. Nesse quadro pode haver necessidade de acompanhamento ou investigação por um profissional de saúde mental:
- Preocupações compulsivas - o indivíduo passa grandes períodos de tempo a pensar sobre a consulta ou como evitá-la
- Dificuldade de concentração no consultório médico, acompanhada de sentimentos de pânico e de perda de controle.
- Presença de outras fobias relacionadas à doenças - muitas pessoas com iatrofobia preocupam-se com a necessidade de ter de visitar o médico, mesmo que não haja nada marcado. O indivíduo pode-se tornar obcecado com pequenos problemas, com medo de que venham a requerer tratamento médico. É comum que a iatrofobia ocorra em conjunto com a hipocondria (medo irracional de ter uma doença séria) e a nosofobia (medo irracional de contrair uma doença)
- Adiar constantemente a consulta médica
- Pode estar associada à dentofobia (medo irracional de dentistas)
Devido à natureza do medo, a iatrofobia pode ser mais difícil de tratar. Muitas pessoas com iatrofobia apresentam o mesmo medo e ansiedade em relação a outros profissionais de saúde mental (psicólogos, enfermeiros, terapeutas).
Alguns serviços de saúde mental oferecem ajuda via telefone ou internet (as hotlines). Embora o contato pessoal seja sempre preferível, estes serviços podem ajudar a reduzir a ansiedade a níveis toleráveis para o contato pessoal posterior. Serviços de saúde mental disponíveis em ambientes menos característicos de saúde, como consultórios confortáveis, casas transformadas em centros de atenção à saúde e outros não causam tanta ansiedade no doente. Profissionais da área que evitam o uso de vestuário e aparato médico também são melhor indicados para estes pacientes.
Terapia cognitivo-comportamental, hipnose e terapia de grupo são as mais indicadas nestes casos.
Referências:
American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Text Revision (DSM-IV-TRTM), 4th edition. AmericanPsychiatric Association. (2000)
Leslie A. Fiedler, Tyranny of the Normal: Essays on Bioethics, Theology & Myth, p. 114. (1996)
Lisa Fritscher. Iatrophobia, Fear of Doctors. About.com Guide. Disponível em http://phobias.about.com/od/phobiaslist/a/iatrophobia.htm
American Psychiatric Association. "Let"s talk about Phobias." PSYCOLOGY http://www.psych.org/public_info/phobias.html (24 Oct. 2000)
Steffano Castillo Vera. Estudio de las fobias humanas y su relevancia en la sociedad actual. (29 Jan 2009). Disponível em http://www.monografias.com/trabajos66/fobias-sociedad-actual/fobias-sociedad-actual.shtml
Notícias em psiquiatria nos blogues de Portugal
A triste notícia abaixo li no blogue Psiquiatruras, de um enfermeiro em Psiquiatria e Saúde Mental, destinado a discutir o investimento, recursos humanos e temas na área.
Psiquiatria - O ETERNO parente pobre do Serviço Nacional de Saúde
O colega aqui está a discutir a notícia do Jornal Correio da Manhã, "Barreiro: Utentes queixam-se de falta de apoio. Gripe retira espaço à ala de Psiquiatria"
Drunkorexia
Thursday, 26 November 2009
Não faz nem 3 dias e escrevi um post sobre o que denominei gravidorexia, expressão que adaptei do inglês pregorexia. Recebi pelo twitter (onde mais?) o link para uma entrevista no Mais Você (programa matutino da televisão brasileira) sobre este novo fenômeno, também adaptado do inglês e de mesmo nome: Drunkorexia.
A entrevista completa, com vídeo, pode ser acessada aqui.
Você já ouviu falar em drunkorexia? O Mais Você conversou com uma jovem de 21 anos esclarecida, educada, que está em uma clínica de recuperação em São Paulo. Ela sempre foi uma criança gordinha e, depois que cresceu, a dificuldade para aceitar a própria aparência só aumentou. Com ela, veio a timidez para se relacionar com os meninos e o isolamento dos amigos. Até que uma descoberta pareceu ser a solução dos problemas. “Descobri que beber tirava a fome. Com 14 anos comecei a beber pra valer. Sempre que eu tinha dinheiro gastava com isso”, disse a jovem.
Mais posts sobre o assunto, com revisão da literatura, como sempre, no futuro próximo.
Labels: alcoolismo, anorexia; bulimia e transtornos alimentares, dependencia quimica, psiquiatria na midia, toxicodependencia
Notícias em psiquiatria
Aluna brilhante destinada a Cambridge morre após batalha de dois anos contra anorexia e ter sido deixada na mão pelo NHS (Sistema Nacional de Saude do Reino Unido)
Gifted Cambridge-bound student who died after two-year anorexia battle 'let down by NHS' (Daily Mail)
O texto critica o sistema público de saúde por ter dado alta após algumas horas a uma estudante bulímica com baixos níveis de potássio. A leitura vale pela descrição que a família faz da doença da estudante e de como muitas vezes o sistema não está preparado para lidar com quadros graves como o dela de transtornos alimentares.
Labels: anorexia; bulimia e transtornos alimentares, psiquiatria na midia
Historias de superacao - autismo
Wednesday, 25 November 2009
Pelo que me parece há no momento marketing sobre uma novela que esta ou estara no ar no Brasil que se chama Viver a Vida, na qual o tema é superação. Não sei nada sobre o assunto pois estou a morar fora do país desde 2005. O que sei é que tenho recebido recentemente inúmeros links com histórias de pessoas reais que têm lutado e vencido doenças e tragédias pessoais. Independentemente do porquê elas estão a circular na internet no momento, acredito que estas histórias têm seu lugar como textos de motivação e por isso resolvi lhes dar espaço neste blog. Hoje recebi estas histórias que estão em um site do portal Globo.
sex, 30/10/09por TV Globo
categoria Síndrome de Asperger
tags Cristiano dos Santos
Quando Nicolas nasceu, Cristiano logo percebeu que havia algo de diferente em seu filho. O tempo foi passando e realmente Nicolas era diferente. A criança foi apresentando dificuldades em se relacionar e aprender as coisas. A falta de diagnósticos precisos dos médicos fez com que Cristiano procurasse na internet a ajuda que necessitava. Na sua busca por informações, Cristiano conseguiu descobrir que Nicolas é portador da Síndrome de Asperger, uma espécie de autismo. Confirmado o diagnóstico, ele continuou buscando informações para melhor atender às necessidades de Nicolas. Depois de alguns anos, foi a vez de Analice chegar à família. Com ela, uma criança que respondia a todos os estímulos, Cristiano pode ver que de fato era um bom pai e aí foi a sua realização.
Notícias em psiquiatria: homem que estrangulou a mulher enquanto dormia é libertado na Inglaterra
Monday, 23 November 2009
Brian Thomas, 59 anos, que estrangulou sua esposa enquanto dormia e sonhava que estava a lutar com um ladrão foi libertado na Inglaterra após o juíz deliberar que ele é um "homem decente".
Em um caso inusitado, mesmo os promotores aceitaram que Thomas sofre de um distúrbio do sono crônico conhecido como automatismo e apelaram para que o veredito de "inocente por incapacidade" fosse proferido.
Brian Thomas esteve preso por 10 meses, após matar sua esposa no trailer que usavam para acampar à beira mar no País de Gales. No início da noite o casal havia sido interrompido por um grupo de jovens arruaceiros que estavam a passar pelo local em que acampavam. Thomas pensou, enquanto dormia, que um destes jovens havia invadido o trailer e reclinado sobre ele, na cama. Segundo dados do processo clínico revelados no julgamento, Thomas apresentou diversos episódios de sonambulismo e outros distúrbios do sono pela maior parte dos últimos 50 anos. Thomas deveria usar medicamentos para sua condição, mas tinha-os parado recentemente.
O que e automatismo?
Automatismo é uma forma de defesa nos tribunais muito rara: menos de 70 casos ao redor do mundo. A atividade biológica enquanto dormimos pode ser medida utilizando-se uma técnica denominada polissonografia, que mede ondas cerebrais, tônus muscular, padrões respiratórios e outros. Nos casos legais nos quais o automatismo foi devidamente comprovado, especialistas testemunharam a favor do acusado, reconhecendo que ele\ela sofria de um distúrbio do sono que poderia levá-los a matar alguém sem se estar alerta para o fato.
Além do mais, o termo sonambulismo inclui um grande número de comportamentos que vão desde andar enquanto se dorme ao distúrbio do comportamento relacionado ao sono REM, mais comum em homens que pode causar atividade física na forma de automatismos.
Regularmente, quando entramos em fase de sono REM, há uma hipotonia generalizada da musculatura, o que "impede" movimentos (paralisia). Em pessoas com o distúrbio do sono REM, a paralisia não ocorre e eles podem por em prática o que sonham, podendo tornar-se violentos.
Quando estes casos chegam aos tribunais de justiça, promotores têm a tarefa de demonstrar, não apenas de que o ato foi cometido pelo acusado, mas que houve dolo (ou intenção). Este último fato foi central no julgamento de Brian Thomas.
Para ler mais:
Rapid eye movement behavior disorder (Wikipedia) - em inglês
Referências:
Billiard, M. (2009). REM Sleep Behavior Disorder and Narcolepsy CNS & Neurological Disorders - Drug Targets (Formerly Current Drug Targets - CNS & Neurological Disorders), 8 (4), 264-270 DOI: 10.2174/187152709788921690
Cramer Bornemann, M. (2006). Parasomnias: Clinical Features and Forensic Implications Chest, 130 (2), 605-610 DOI: 10.1378/chest.130.2.605
Labels: distúrbios do sono, neurologia, psiquiatria forense, psiquiatria na midia
Noticias em psiquiatria
Sunday, 22 November 2009
Fases da lua estao mesmo associadas a epilepsia, afinal de contas (Moon's phases ARE linked with epilepsy after all, say scientistsBy Mail On Sunday Reporter) - Daily Mail
Supersticoes sobre a influencia da Lua sobre o cerebro e em particular sobre epilepsia e crises convulsivas existem ha seculos mas de acordo com uma nova pesquisa, parece haver ligacao entre elas.
Pesquisadores descobriram que o numero de crises epilepticas - que sao relacionadas a atividade eletrica no cerebro - diminuem quando a lua esta cheia. Eles examinaram dados de crises convulsivas em uma unidade dedicada ao estudo da epilepsia, na qual cada crise era cada periodo de 24 horas era gravada para todos os pacientes. Os pesquisadores entao compararam a data de cada crise com a fase da lua. Os resultados mostram que durante fases mais cheias do ciclo lunar haviam menos crises no periodo de 24 horas. Os investigadores desconfiam que ha relacao entre o hormonio melatonina, as fases da lua e a frequencia de crises convulsivas.
Labels: neurologia, neuropsicofisiologia, psiquiatria na midia
Historias de superacao - depressão
Recebi o texto abaixo como um link pelo twitter. Este link levou `a revista Cláudia, da Editora Abril, que publicou a história. Vasculhei o site da revista na tentativa de encontrar o número, volume e data de quando foi publicado, mas foi em vão. De qualquer forma, o texto é muito bom, sobre a possibilidade de superação das drogas.
Histórias de superação
Três mulheres contam como tiveram garra para vencer grandes dificuldades: drogas, prisão e depressão
Laís Mota e Heloisa Aline Oliveira
“A primeira crise que tive foi em 1999 e ela veio do nada, sem explicação nenhuma. Foi uma sensação de morte terrível, algo paralisante que me dominou completamente. Fui internada no hospital Felício Rocho em Belo Horizonte, para fazer exames: tomografia, eletroencefalograma ...fiz tudo, mas o neurologista não descobriu nenhuma doença e me indicou um psiquiatra, que diagnosticou uma depressão crônica. Nunca pensei que pudesse acontecer isto comigo porque sou graduada em psicologia e filosofia...na verdade, a crise ocorreu na época dos trabalhos finais da minha segunda faculdade.
No último ano da psicologia, resolvi fazer filosofia e fui levando os dois cursos e trabalhando – fazia estágio na área de RH em uma grande empresa. Para me formar em filosofia, em 1998, tive que me esforçar muito para as teses finais. Foi aí que tive esse stress terrível e acabei no hospital.
Aquilo que tinha estudado na teoria, passei a vivenciar na prática: só queria ficar dormindo, comecei a engordar muito, perdi totalmente a vaidade, minha única vontade era ficar sozinha no meu quarto. Passei dois anos terríveis, queria me isolar do mundo: tomava remédio, mudava de remédio e não adiantava nada.
Sempre tive apoio da família e quando engordei 20 quilos e cheguei a 85 quilos minha mãe me levou a um endocrinologista, que me receitou um regime, mas eu não fazia nada direito. Ela não desistiu e procurou um curso de ioga e matriculou-se junto comigo.Era um jeito de me tirar um pouco de casa. Adorei a ioga, mas continuava sofrendo com os meus pensamentos -- me sentia fracassada na profissão e na vida, não tinha conseguido trabalhar nem constituir a minha família, mas estava tentando vencer o isolamento. Além de ioga, comecei a fazer caminhadas e emagreci até demais.
A recaída
Em 2004, meu pai foi hospitalizado, ficou no CTI e tive que ajudar minha mãe a cuidar dele. E para piorar, meu cunhado, de quem gostava muito, e ia visitar sempre meu pai no hospital, teve uma aneurisma e morreu 1mês antes do meu pai. Foram perdas muito dolorosas e tive uma recaída da depressão. Não engordei de novo, mas fiquei com medo de tudo: de morrer, de viver, de sair de casa. Eu só queria dormir.Perdi de vez a esperança na vida, achava que todos os meus sonhos tinham ido por água abaixo, que não ia conquistar mais nada.
Antes da doença, meu projeto era trabalhar como psicóloga em Recursos Humanos, fazer mestrado em filosofia, namorar, casar e ter filhos.
Depois, eu não acreditava em mais nada, nem em mim nem em Deus. E olha que sempre fui muito católica. Mas me achava feia, inadequada, frustrada. Quando você está assim, não tem consciência de que está perdendo a vida, a angústia impede de reagir. Eu não queria fazer nada, até que minha mãe quebrou a bacia, em 2005, e tive que cuidar dela. Assim que ela melhorou, foi atrás de outro psiquiatra para mim. Foi assim que, em 2006, conheci a Dra. Carolina Verçosa, na Central Psíquica (clínica psiquiátrica). Ela acertou a medicação e alertou que só isso não bastava – me encaminhou para um tratamento psicológico, com um terapeuta ocupacional.
Minha mãe é pensionista de meu pai, que era contador, não temos muito dinheiro, mas conseguimos um terapeuta que nos fez um bom preço e me colocou em contato com a ONG Atas Cidadania.
Trabalho terapêutico
Foi aí que minha vida mudou completamente, virei uma outra pessoa. Primeiro, porque eles me trataram muito bem, respeitaram meus limites, meu tempo, nunca me impuseram nada, tiveram muita paciência comigo. Como a Atas tinha uma loja no shopping Diamond Mall, eu ia lá com o meu terapeuta, fui aos poucos me entrosando e comecei a trabalhar lá. Para mim, cada venda realizada era uma vitória: produzindo, eu me senti viva. A auto-estima foi melhorando, comecei a arrumar o cabelo, a querer comprar um vestido, a fazer minha unha. Meus sonhos voltaram, mas sei que para realizá-los, o tratamento tem que seguir: minha psiquiatra disse que tenho que continuar a terapia e com os remédios. Eu sempre tive muito preconceito com antidepressivos, resistia a tomá-los. Mas a médica me disse que sou como uma pessoa que tem diabetes: tenho que tomar remédios todos os dias. A luta tem que ser constante.
Tem dias que não quero ir ao psicólogo. Ligo para desmarcar, mas ele me remarca o horário e diz: “Vem para você não desanimar, não perder o que você já conquistou”. Então ele me leva para passear, tomar um lanche, bater perna. Aí melhoro.
Às vezes, também não tenho vontade de ir trabalhar, mas insisto. Nunca faltei. Basta eu ir para a loja e conversar com as outras vendedoras que eu melhoro. Durante alguns meses, fiquei parada -- a loja do shopping fechou porque ia reabrir em outro lugar, no bairro de Lourdes. Esse período foi péssimo, voltei de novo a querer só dormir, mas quando a loja ficou pronta e eles me chamaram de volta, foi uma alegria muito grande. Sei que todos me vêem com outros olhos porque estou lutando, trabalhando, ganhando meu dinheiro. Antes, tinha medo de tudo, agora já pego o ônibus, vou ao trabalho e ao médico sozinha, em sinto segura.
Agora minhas perspectivas são as melhores, tenho 35 anos, quero trabalhar, me relacionar com as pessoas, namorar, estou mais aberta. Me sinto mais forte e mais bonita. Sei que não posso correr, tenho que ir devagar. Mas eu já dei o primeiro passo.
Sei que hoje existem muitas pessoas que sofrem de depressão e gostaria de dizer a elas que existe saída. Mas que é fundamental procurar ajuda. Sozinho, ninguém consegue. Mesmo as pessoas que não têm condição financeira, podem procurar um posto de saúde, serviços credenciados pela prefeitura, sei que existem psicólogos trabalhando até em igrejas, como voluntários. O importante é se informar onde buscar apoio e tratamento.
Eu adoro música e tem uma do J. Quest que diz: “Ei medo, eu não te escuto mais, ei dor, eu não te escuto mais, você não me leva a nada. Se você quiser saber para onde eu vou, eu vou para onde houver sol, é para lá que eu vou”
Labels: depressão distimias e disforias, motivacao, psiquiatria na midia, terapia
O suicídio do goleiro alemão Robert Enke e questões pertinentes em saúde mental
Thursday, 19 November 2009
Logo após as seis da tarde de 10 de Novembro, ele parou sua Mercedes em uma rua secundária de um distrito de Hanover, deixou as chaves e sua carteira no banco do passageiro, saiu à chuva em direção à uma solitária plataforma ferroviária e jogou-se debaixo das rodas de aço do trem expresso Bremen-Hanover 4427. O local não foi escolhido aleatoriamente: a menos de 100 metros está o túmulo de sua filha Lara, falecida em Setembro de 2006 aos 2 anos de idade. Na nota de suicídio, Enke pede perdão por sua decisão consciente de enganar a todos, fingindo que estava a se sentir melhor e por esconder seus planos de se matar.
No começo deste ano, Enke e a esposa haviam adotado uma menininha (Leila) e sua viúvia referiu em uma conferência de imprensa que o goleiro apresentava medos irracionais de que Leila seria removida de sua guarda. Vestida em trajes negros e com dificuldade para segurar as lágrimas Teresa, sua viúva disse: "Quando sua depressão estava aguda, foi muito difícil para nós, porque ele perdeu toda sua energia, toda esperança". O casal tomou a decisão de esconder a depressão de Enke, por medo da repercussão que essa teria no processo de adoção.
O cuidado de que Robert Enke realmente precisava estava em falta no ambiente em que ele habitava. Apenas sua mulher sabia de seu sofrimento. Ele chegou a frequentar terapia, na tentativa de exorcisar seus demônios de culpa, dor e perda. Mas ninguém além de seu círculo mais íntimo estava ciente de seu problema. No mundo dos jogadores de futebol, onde se vive em grande, sofre-se grandes pressões e mostra-se para o mundo uma faceta "fique rico rápido e sorria para as fotos" não existia ninguém para ajudar o goleiro. Resta saber se sua morte resultará em mudanças no manejo de atletas.
Enke não foi o primeiro e certamente não será o último atleta a sofrer de depressão; ele agora faz parte de uma lista negra de jogadores de futebol que não resistiram às pressões e à doença mental. Em 1982 Dave Clement, zagueiro inglês se envenenou por acreditar que sua carreira estava terminada após fraturar a perna. Em 1998 outro inglês, o atacante Justin Fashanu enforcou-se aos 37 anos com medo de ser condenado por assédio sexual a um menor de idade. Em 2008, o meia alemão naturalizado polonês Adam Ledwon, então com 34 anos, se enforcou dias após ter sido deixado pela esposa. No mesmo ano, o meio-campista grego Yiannis Koskiniatis, de 25 anos, se jogou de um prédio após ter sido deixado de fora de um jogo do seu time. Em 2009 Sarkis Aroyan, de 18 anos, da Armênia jogou-se de uma ponte aparentemente por medo de cumprir o serviço militar obrigatório. Outros ainda podem ser citados, como Hughie Gallacher da Escócia, que morreu em 1957; Sebastian Deisler da Alemanha, e o tcheco Jan Simak, ambos mortos em 2003.
O suicídio de uma figura pública como um jogador de futebol traz à luz a dificuldade que muitas vezes os doentes e a família têm em saber quando procurar ajuda e quais os sinais de alarme. O estigma associado à doença mental pode fazer com que os envolvidos tenham medo de divulgar para amigos próximos e colegas de trabalho o quadro que os está a consumir e impede o reconhecimento de atitudes e pensamentos que podem predizer o comportamento auto-violento. Para familiares e amigos que estão a participar ativamente do tratamento e da recuperação do doente, reconhecer os sinais de alarme pode significar a diferença entre um tratamento sem sobressaltos ou o peso da culpa e do estigma de se sobreviver a uma tentativa de suicídio falhada (para o doente) ou a um suicídio (para o familiar). Estes sinais podem ser rapidamente enumerados a seguir: pessoas impulsivas, que podem passar rapidamente do pensamento à ação; primeira fase de recuperação da depressão, quando se dispõe de mais energia mas o humor continua morbidamente deprimido; piora da depressão; indivíduos que comentam sobre morte e suicídio; doentes que passam a deixar tudo “preparado”, como no caso de documentos; oferta de objetos pessoais de valor; escrever cartas ou notas a pessoas significativas, indicando intenção de morrer; sensação de sofrimento, abandono; ansiedade extrema; apatia e mudanças rápidas de humor. Esta lista não é excludente e ressalto que, como no caso de Robert Enke, o cuidado especializado por um profissional de saúde mental é indispensável no caso de indivíduos deprimidos ou não com intenções suicidas.
Para ler mais sobre suicídio sugiro que se clique no link acima, que levará ao blog Psiquiatruras, no qual o colega profissional em Saúde Mental escreveu um post muito compreensivo sobre o suicídio.
Labels: depressão distimias e disforias, psiquiatria na midia, suicidio
Dona Olympia
Tuesday, 17 November 2009
foto retirada do site Palma LoucaAo ler o Correio de Uberlândia (versão online), fiquei um bocado curiosa sobre a matéria "Sutileza entre o real e o insano", reportagem de Núbia Mota sobre a peça de teatro "Olympia".
Aparentemente a peça foi desenvolvida com base em Olympia, uma cidadã de Ouro Preto que sofria de transtorno mental e virou figura cativa do folclore. Ainda, segundo a reportagem, Sinhá Olympia ou Dona Olympia chegou a gozar de fama internacional e até foi tema de desfile de Escola de Samba no Rio de Janeiro.
Peço perdão pela minha ignorância, mas nunca tinha ouvido falar dela ou de qualquer manifestação cultural escrita sobre a mesma. Pode ser que pelo fato de ter nascido no final dos anos 70, e ser do Sul do Brasil não tenha tido oportunidade de ouvir falar de D. Olympia.
O fato é que a reportagem despertou meu interesse. Indivíduos que apesar de toda a dificuldade de viver com a doença mental e do estigma causado por ela (especialmente entre os anos de 50 a 70) serem nacionalmente reconhecidos são raros e merecem ser lembrados e comentados.
Após uma rápida pesquisa no google, descobri que Olympia Angélica de Almeida Cotta (1889-1976) costumava se vestir com roupas do século 18, chapéus extravagantes e cajados e tinha por hábito contar histórias de outros tempos como se as tivesse vivido. De família rica, Olympia foi proibida de viver um romance na adolescência e, reza a lenda, que pouco depois o rapaz faleceu de tristeza, sendo esse o motivo de sua loucura.
No site CliniCaps, encontrei que
(...) Olympia circulava pelas ruas de Ouro Preto conversando com os turistas, contando histórias, tirando fotos, levando alegria e angariando “pratinhas” daqueles que se encantavam com seus casos mirabolantes. (...) Mais do que uma figura pitoresca, Sinhá Olympia é para nós um exemplo de como um sujeito psicótico pode chegar a encontrar certa estabilidade e constituir laço social. (...) com sua aparência exótica e suas narrativas ‘sem pé nem cabeça’, ela construiu um nome, um corpo, uma identidade: Olympia, a contadora de estórias.
Nesta permanente discussão sobre o tratamento possível da psicose, D. Olympia tem a importância de nos fazer lembrar que este saber não está do lado de quem se propõe a tratar, mas do lado do sujeito que fala sobre si."
A peça, em cartaz em Uberlândia está a 6 anos na estrada e tem angariado boas críticas, tanto para o texto quanto para a atriz. Pena que não poderei assistí-la, pois estou longe, mas recomendo a todos que se interessam por psiquiatria e saúde mental.
Para saber mais:
Recanto das Letras
Ypohiketé (poesia sobre D. Olympia)
Labels: esquizofrenia e psicose, patografias, psiquiatria na midia
Conto de fadas quebrantado
Thursday, 12 November 2009
Em Março de 2007, Mary Weiland arrastou o caro guarda roupas de seu marido até o jardim da casa e incendiou-o. Vinte e quatro horas depois, ela foi admitida em um hospital psiquiátrico. Sua família, que assistiu a tudo, ainda teve que lidar com a indústria dos tablóides que explorou o caso em tom de sarcasmo.
Desde a juventude em San Diego, EUA, Mary apresentava quadros depressivos que às vezes a deixavam imóvel por dias. Às vezes seu temperamento a levava a episódios de fura incontrolável e ela sofreu até mesmo um episódio de overdose. Aos poucos sua relação casual com a cerveja e a maconha cresceu em um caso com heroína e cocaína, que rivalizava com seu amor por Scott, que também era toxicodependente. Entre desintoxicações, rupturas e reconciliações, o casal lutou, teve filhos e tentou se recuperar. Veio então a famosa crise da fogueira e o quadro completo da gravidade da Doença Biplolar de Mary foi exposto.
O livro Fall to Pieces: A Memoir of Drugs, Rock 'n' Roll, and Mental Illness pode ser encontrado aqui.
Labels: dependencia quimica, psiquiatria na midia, toxicodependencia, transtorno bipolar
Notícias em psiquiatria
Monday, 9 November 2009
Muitas notícias em psiquiatria hoje, então ao invés de criar um post para cada, estão todas aqui, com links:
End this fake perfection: Experts want a ban on airbrushing ads that leave girls loathing their own bodies (Daily Mail)
Pesquisa aponta que 97% dos moradores de rua de Maceió usam drogas (UOL Notícias Cotidiano)
Fumo aumenta em até 100 vezes risco de câncer de boca (Da Boca pra Dentro - Blog)
Procura por tratamento para largar o cigarro ocorre só depois dos 45 anos (UOL Ciência e Saúde)
A Rússia tenta, mais uma vez, deter o vício da vodca (New York Times\UOL)
World's Leading Experts In Schizophrenia To Meet At 26th Annual Pittsburgh Schizophrenia Conference Nov. 13 (Medical News Today)
Psychiatric Impact Of Torture Could Be Amplified By Head Injury (Science Daily)
Does wellbeing equal being well? The Mind conferences Putting wellbeing at the forefront of mental health strategies 25 to 27 November in Brighton (MIND)
APA Encourages Passage of House Healthcare Reform Proposals (American Psychiatric Association)
45% da Grande São Paulo já manifestou transtorno mental (Jurídico Brasil)
Uberlândia oferece programa de combate ao tabagismo
Friday, 6 November 2009
Deu no Blog da Saúde - Uberlândia - MG: CAPS-AD oferece programa de combate ao tabagismo
Psiquiatra major mulçumano mata 13 e fere 31 em tiroteio em base americana no Texas
Treze pessoas morreram e pelo menos 31 foram feridas quando um major iniciou um tiroteio na maior base militar americana nos EUA. O major Nidal Malik Hasan, de 39 anos foi ferido pelas autoridades do Forte Hood e está em condição estável em um hospital.
O militar nascido na Virgína, EUA é um fervoroso mulçumano que se opõe à invasão do Iraque e Afeganistão pelos EUA e tropas aliadas.
Há seis meses atrás, Hasan chamou a atenção das autoridades devido a posts sobre terroristas suicidas, nos quais os comparava a heróicos soldados que se jogam sobre uma granada para salvar a vida de seus camaradas. O major, que é solteiro e sem filhos, estava frequentemente envolvido em argumentos com outros soldados que apoiavam a guerra e tentou persistentemente impedir sua transferência para o Iraque.
Leia mais:
CNN
Psiquiatria transcultural - post anterior, leia a definição de Amok










